Série Sessão Terapia – Ansiedade Durante a Quarentena EP1

Série Sessão Terapia – Ansiedade Durante a Quarentena EP1
7 de julho de 2020 Jardim da Saudade

Ansiedade no Trabalho no Contexto da Pandemia – por Colleen Reed – Parte 1

Um sentimento que é incômodo para muitas, mas inevitável em nosso dia-a-dia: a ansiedade.

ansiedade é uma resposta natural do nosso organismo e nos alerta de um perigo iminente, funcionando como um mecanismo de defesa em prol da nossa autorregulação, autopreservação e sobrevivência.

É um sentimento que faz parte da experiência humana, pois viver nos coloca em risco. Sentir ansiedade é saudável quando têm relação com a situação presente (da mesma forma que é natural chorar por estar triste ou rir ao se sentir alegre). O momento atual da pandemia e de isolamento social, por exemplo, é uma situação pontual que justifica sentir ansiedade.

Mas você sabe identificar a ansiedade?

A ansiedade pode ser sentida de diferentes formas, variando de pessoa para pessoa por conta da história pessoal de cada um. Esse sentimento se manifesta no corpo pela liberação de hormônios pela amigdala, como o cortisol (conhecido como hormônio do estresse) e ocasiona sudorese, alterações no batimento cardíaco, na respiração, podemos sentir arrepios e dor de barriga.

E, por ser um sentimento tão presente no nosso cotidiano, também podemos vivenciá-lo no ambiente de trabalho. Seja por causa das metas que devem ser atingidas, uma reunião importante ou uma demissão eminente.

Mas devido à constância dessas sensações, muitas pessoas então se perguntam se não estariam sofrendo de algum Transtorno de Ansiedade.

Mas para que seja feito um diagnóstico correto do seu estado, é necessária uma investigação cuidadosa e com atenção para averiguar se o sentimento de ansiedade pode ser considerado disfuncional, ou seja, se aparece em situações que não representam muita ameaça ou nenhuma de fato. Ou ainda, em situações que não estão sob nosso controle.

A ansiedade pode vir como uma resposta pontual à uma situação, como pode evoluir para uma crise de ansiedade ou para um ataque de pânico, que seria o ponto máximo em que a pessoa sente que sua vida corre risco.

Para diferenciar, deve-se entender que a crise de ansiedade tem picos eventuais, mas gira em torno de uma preocupação constante. Diferente do ataque de pânico, que vem de forma imprevisível e é uma manifestação extrema desta tensão, acompanhada de um medo intenso de morte.

O fato é que viver com ansiedade causa sofrimento, ocasionado por uma leitura distorcida da situação. E também afetando a experiência de vida do sujeito, que perde a potência e autenticidade da realidade, tendo uma baixa capacidade de presença efetiva com a realidade.